Estiveste ao meu lado em tudo! Desde as coisas boas às coisas más. És como um foco de luz que me guia, que apesar de todos os meus erros está sempre lá. Não te conheço desde sempre nem nada do género, mas tornaste-te num ser insubstituível na minha vida! Tens aquela forma de entender as pessoas sem as julgar. As nossas tardes são um máximo. Fazes-me chorar de rir até doer-me a barriga e não conseguir respirar. Fazes-me desejar para que o dia não acabe, apenas para estar ali. Tenho saudades do nosso oitavo ano. Tenho saudades de tudo o que já foi, mas também tenho grandes expectativas para o futuro. Gosto do teu riso louco, dos teus gritos de alegria e até mesmo de todas aquelas vezes que me fazes passar uma vergonha. Gosto de ti assim mesmo! Gosto de ti, Cristiana Patrícia Pinto Teixeira. Quero estar contigo sempre. E quando digo sempre, refiro-me até mesmo na velhice.
Essa música tem um significado, não é por nada que aqui está xD
Nunca imaginei que depois da tua partida me sentisse assim. Me sentisse a morrer mesmo estando saudável. Uma morte dolorosa, fria. Ligo-te vezes sem conta só para ouvir a tua voz meiga, abro a boca ligeiramente mas não sai voz. Quero fechar os olhos e ao abri-los ver-te ao meu lado. Ver que tudo não passou de um grande e horrível pesadelo. Não posso deixar-te ir assim! Não posso. A falta que me fazes, a falta de sentir as tuas mãos nas minhas, de sentir os teus lábios, de olhar-te nos olhos e sentir que o mundo parou. Que as horas ficaram suspensas e tudo o resto ficou em STOP num simples click. A nossa história nunca foi perfeita, mas já deixei de acreditar que a perfeição existe. Sem ti os dias tornaram-se longos, à noite não consigo dormir e durante o dia sinto-me só mesmo estando rodeada de centenas de pessoas. Não quero ficar sozinha, não quero sentir mais essa sensação sufocante. Quero ter-te presente comigo nesse momento. Eu quero-te!
Sinto a tua falta, sei que sabes isso. Partiste para um novo mundo. Estavas a sofrer e a doença matava-te lentamente de uma forma dolorosa. Agora que já não estás comigo sofro. É uma perda enorme, significativa. Espero que quando eu partir estejas lá para me receber. Deixo as rosas na tua campa, fecho os olhos e choro. O vento soprou com força, as folhas do chão acompanhavam aquela imensa melodia e as árvores dançavam. Não peço que voltes, se o fizesse seria de uma injustiça tremenda e de um grande egoísmo. Não nego que sinto a tua falta, não nego que sinto falta daquelas manhãs a dois, passadas na nossa cama. Agora estou viúva, tenho trinta anos e já estou vestida de preto para demonstrar o meu luto. Nunca amarei tanto um homem como te amei, nunca meu amor. Num mundo enorme, repleto de pessoas, sinto-me só. No meu peito forma-se um buraco enorme a que se dá nome de saudade. Há milhares de pessoas no mundo, mas tudo resume-se a uma, resume-se a ti. Não me arrependo de nada, não me arrependo do que quer que te tenha dito, ou do que ficou por dizer, porque no fundo sempre soubeste o que sentia e o que era dito sem o coração. Espero estar contigo brevemente, com amor eterno.
(Este texto pode não ser dos melhores, ou talvez seja demasiado dramático. Mas que importa? Voltei a escrever!:D)
Num dia tão normal como tantos outros, regressava da escola. Quando estava quase a chegar a casa encontrei na rua a neta da minha catequista. Pergunto sempre pela Dona Elmira, tenho um carinho enorme por ela, sendo ela minha catequista à anos e a cada catequese que vou é mais uma lição de vida. Fiquei a saber que foi diagnosticado cancro, não sei a onde, mas a verdade é que fiquei chocada, acho que o bom no meio dessa doença toda é que ela está a reagir bem aos tratamentos e mantém a sua fé intacta. Acho que a energia positiva é essencial nesse tipo de doenças. E como era inevitável mandei-lhe um beijo e, claro as melhoras.
Estavas tu ali, à minha frente na forma mais perfeita possível. Ao olhar para os teus olhos recordava todo o desejo que em tempos existiu. Agora ambos estávamos mudados, seguimos caminhos completamente diferentes. Todas as memórias estavam a regressar como um pequeno sopro de vento, discreto e silencioso. A minha cama anseia pelo teu corpo, os meus lábios chamam pelos teus. O destino tinha voltado a juntar-nos. Depois desses anos todos a tentar suportar a tua ausência. Agora estavas tu ali, sem dúvidas de ser uma miragem. Eras real, de carne e osso! Agora eras meu, e eu era tua. Estávamos destinados a ficar juntos. Aproximaste-te de mim em pequenos passos medrosos. Agarraste-me nas mãos e beijaste-me com toda a saudade que se instalou nos nossos corações ao longo desses anos.
Esse texto é um nada. Ele já tem uns bons meses. Nunca mais voltei a escrever. E só o coloquei aqui para actualizar. Esse texto é me muito familiar a tantos outros...
Éramos pequenos reguilas, sempre juntos com um grande sorriso nos lábios em que ia de orelha a orelha. Os nossos olhos brilhavam, esperava-nos um futuro promissor. Cada passo que dávamos era de mãos dadas, para nenhum de nós cair. Mediamos menos de 1,50m, muito menos. O nosso tamanho de pé ainda não era o 36, e as nossas mãozinhas eram do tamanho de conchas. Era tudo perfeito, era... agora caímos numa espécie de armadilha, de uma passagem para o mundo real. O meu cabelo tinha pequenos canudos, pequenos caracóis que ao saltar acompanhava-me de uma forma tão alegre. O quanto eu era feliz. E agora estou eu, sentada, à frente do computador e a reviver os momentos. A maior parte deles não se recorda de mim, se passar por um deles na rua não irei passar de uma simples estranha. Todos mudamos, as nossas ambições, os nossos gostos, a nossa forma de pensar, tudo está alterado. E no meu coração instalou-se uma saudade enorme, na minha memória passa o rosto de cada um, de cada pequena criança que fez parte da minha infância, das minhas brincadeiras sem sentido. Fecho os olhos, e é como se ouvisse aqueles gritos de felicidade. Aqueles pequenos pés a baterem no chão naquelas correrias, com aquela energia que sabe-se lá de onde vem. O ar batia-nos na cara de forma diferente, éramos livres. Pequenas crianças livres. Com o coração puro, sem preocupações. Talvez um dia volte a sentir toda essa alegria, talvez.
Sentei-me à sombra da árvore que em tempos era nossa, o nosso refúgio. No meu colo pousei o álbum de fotografias. Estava frio, as folhas no chão corriam contra o vento, a árvore dançava, e o som daquela bela coreografia transformava-se numa intensa melodia. Abri cuidadosamente o álbum. Fotografias, inúmeras fotografias ali guardadas, cobertas pelo pó. Esquecidas pelo tempo. Os meus olhos encheram-se de lágrimas. Todos os retratos ali presentes demonstravam o quanto fomos felizes, o quanto fomos unidos. Apesar de teres sido levado involuntariamente, eu sei que permaneci no teu coração até ao teu último minuto de vida. Os meus cabelos grisalhos voavam, e as minhas lágrimas continuavam a deslizar pela minha face. Sentia uma sensação de não ter aproveitado todos os momentos que a vida nos proporcionou, sentia que ainda tínhamos muito mais para viver. Foste o único homem que amei, o único que eu permiti que explorasse todos os cantos do meu corpo. E agora estavas tu ali deitado num caixão, derrotado por um cancro, com uma pele pálida e gelada, num sono profundo. Encostei uma das muitas fotografias ao meu peito e fechei os olhos. A tua imagem veio ao meu encontro, todos as rugas do teu rosto ainda estavam marcadas ao de leve. Nesse mesmo momento deu-se uma forte corrente de ar em que o teu cheiro acompanhava-a. Um turbilhão de sentimentos apoderou-se de mim, o quanto eu queria que estivesses comigo, o quanto eu queria acordar desse pesadelo. A dor que sentia no meu peito era tão violenta, que me agredia até o meu coração ficar em carne viva. Não conseguia lutar contra a saudade, não conseguia lutar contra mim própria, contra a lei da vida.
Cancro, mas que raio de doença! Logo a ti meu Santiago. Tu que sempre foste marido e pai exemplar foste tirado do mundo de uma forma tão injusta. Não conseguia continuar a viver sem a tua presença, sem ti ao meu lado não.
***
Passado algum tempo de baixo da árvore, senti um toque suave no ombro, assustei-me. Virei-me para trás à espera de encontrar alguém, por muito surreal que pareça não estava lá ninguém. Sorri, sorri por saber que não estava só, que ias acompanhar-me sempre e que estarias ao meu lado a apoiar-me. Cheguei à conclusão que nem a morte era o suficiente para me separar de ti. Com amor eterno.